24 de maio de 2010
21 de maio de 2010
Pedal do Silêncio
Em respeito aos ciclistas mortos no trânsito caótico que vivemos, segue relato do pedal do silêncio, realizado na esplanada dos ministérios. Mais biciletas, menos carros. Mais respeito, menos violência.
No dia 20 de maio de 2009 a capital federal aderiu ao Pedal do Silêncio:
http://www.rideofsilence.org/
No dia 20 de maio de 2009 a capital federal aderiu ao Pedal do Silêncio:
http://www.rideofsilence.org/
Enxurrada de carros na W3 Sul, por volta das 19h. Eles congestionam, nós pedalamos!
Concentração para o Pedal do Silêncio 2009
24 de abril de 2010
Energia sim, Belo Monte não

Um monte de estrume, encomendado especialmente pelo Greenpeace para o governo federal, é a melhor representação do que esse projeto simboliza para o país
Pouco antes de o Sol despontar na capital federal na manhã desta terça-feira, ativistas do Greenpeace despejaram três toneladas de esterco na frente da entrada principal do prédio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde o governo pretendia leiloar a concessão para construção e operação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Sobre o morro formado de estrume, os ativistas colocaram duas placas, com as mensagens: “Belo Monte de... problemas” e outra, mais explícita: “Belo Monte de merda”.
O protesto, é verdade, assumiu contornos escatológicos. Mas era a única maneira de resumir, em uma imagem, a herança maldita que o governo Lula deixa para o país insistindo nessa obra. Ontem, a Justiça Federal concedeu uma liminar que suspendeu novamente o leilão, a pedido do Ministério Público Federal. Mas o governo tentou reverter a decisão e conseguiu. Ao meio dia, Tribunal Regional Federal cassou a liminar da Justiça Federal e o leilão deverá ser realizado ainda hoje.
Se sair do papel, Belo Monte será ao mesmo tempo um disparate econômico, um crime social e ambiental e uma mancha na história do Brasil. O projeto ecoa um modelo de desenvolvimento velho, que o país não deve nem precisa investir, tendo em vista que é absolutamente possível gerar a mesma quantidade de energia com impactos infinitamente menores.
“Belo Monte é o exemplo do que há de mais atrasado no Brasil, é replicar o antigo molde energético que beneficia poucos à custa de uma destruição socioambiental imensa”, diz Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace. “Defender Belo Monte significa olhar o desenvolvimento do país pelo espelho retrovisor. O Brasil de hoje e do futuro podem seguir um caminho que una segurança energética, crescimento econômico e respeito ao ambiente e às pessoas.”
O custo inicial previsto pelo governo para a obra, R$ 7 bilhões (valor esse já revisado – para cima, obviamente – agora em R$ 19 bilhões), seria suficiente para formar um parque eólico equivalente a Itaipu. Ou seja, em vez de o BNDES bancar 80% desse projeto, como promete fazer, poderia aplicar os recursos dos brasileiros de maneira muito mais inteligente.
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